O número de empresas brasileiras que buscaram informações sobre a abertura de negócios nos Estados Unidos à Câmara Americana de Comércio aumentou de 22 em 2010 para 131 em 2012. Com 84 empresas, o primeiro semestre de 2013 teve uma alta de 20% ante o mesmo período do ano passado. "O PIB americano está seis vezes maior do que o brasileiro. Além disso, abrir uma empresa nos Estados Unidos leva dias, enquanto no Brasil pode levar meses", diz o presidente, Gabriel Rico.

Werter Padilha, CEO da empresa de TI Sawluz, participou de duas missões comerciais da câmara para conhecer o mercado americano antes de se instalar na Flórida. "A maioria dos nossos clientes são montadoras estrangeiras. Estando lá, a comunicação é facilitada", diz. A diretoria da Genuína Lindoya, envasadora de água mineral, escolheu o Estado de Connecticut para inaugurar uma sede depois de fazer análises de mercado. "A operação é tão mais simples que quase compensa fechar as unidades no Brasil e passar a exportar dos Estados Unidos para cá", diz o presidente, Martin Ruette. Como a burocracia americana é diferente da brasileira, porém, é essencial conhecer as leis locais antes de ir para o outro país, diz Carolina Joop, sócia do escritório Demarest.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo